Passaram depressa os dias em Palma de Maiorca. Ainda ontem um projecto, hoje uma recordação que se adensa à medida que se afasta no tempo.
De areia fina e escura, a praia era ponto de encontro obrigatório para todo o grupo. Logo à chegada, distribuídos os quartos e nomeados os adultos responsáveis por cada quarto juvenil fomos ao terreno demarcar o território. É aqui que nos encontraremos todos os dias pela manhã disse o “ chefe” Leitão indicando uma zona junto aos coqueiros da praia e apontando a pizzaria da avenida como referencia.
Os primeiros a chegar reservavam uma zona suficiente para os 32 banhistas, ponteando toalhas e guarda-sóis a esmo porque pelas 10/11 horas o terreno disputava-se ao centímetro. Surpreenderam-nos os mais jovens que acreditávamos se entregariam nos braços de morfeu até altas horas ao ganharem a dianteira aos adultos na chegada à praia. Era o 1º dia e pelas 9 horas (8 por cá) já quase todo o grupo se deliciava nas águas tépidas da baía mediterrânica do Arenal num jogo de volei aquático. Toda a gente meteu protector? Indagavam as senhoras e mesmo que a contragosto de alguns lá iam espalhando o factor 50 pelos corpos ainda pouco preparados para enfrentar os ultra-violetas. O regresso ao hotel fez-se antes do meio dia para atacar uns hamburgers entre mergulhos na piscina. Após o almoço, uma sesta para uns, jogos para outros e às 15 horas já o grupo regressava à praia para trabalhar para o bronze. Antes das 19 horas nova corrida aos hamburgers e aos mergulhos na piscina. O jantar era às 20.30horas, de presença obrigatória.
A noite fez-se ao longo da Avenida super vigiada por discretas forças policiais mas repleta de animação e gente bonita reinando o sotaque alemão e o álcool aspirado colectivamente em cocktails variados confeccionados num balde partilhado por grupos numerosos ou nem tanto.
Neste ritmo se cumpriram os restantes dias mesclando algumas compras de ocasião na vastidão de lojas absolutamente iguais, a caminho da praia, onde as t-shirts e as toalhas de praia com inserções jocosas e desenhos insinuantes, ganhavam a preferência dos compradores.
Foi um destes exemplares, verdadeira lição do clássico Kamasutra, que os jovens ofereceram ao “Chefe” Leitão numa cerimónia simples à beira da piscina onde, pela voz do jovem Caçador, lhe agradeceram publicamente o trabalho desenvolvido neste projecto permitindo-lhes os agradáveis momentos que estavam a desfrutar. Foi bonito e todo o grupo aplaudiu o gesto, pela iniciativa e pelo merecimento. (continua)
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